sexta-feira, 12 de outubro de 2012

pinguim da antartida



 
 
Durante séculos e séculos ninguém incomodou os pinguins da Antártida. A área é gigantesca, maior do que os Estados Unidos da América. E as temperaturas, muito baixas - 98 % do continente está coberto por gelo -, mantiveram os curiosos e os aventureiros longe da vista. Agora, o problema é outro: a indústria turística, que nestas paragens tem registado um crescimento anual de 600 %.
Existem cerca de 20 barcos que organizam cruzeiros regulares ao continente gelado. No início deste século foram mais de 14 mil turistas que visitaram esta região, pondo assim em risco a saúde de uma das espécies mais simpáticas do planeta, o pinguim.
Os cientistas estudaram o ritmo cardíaco dos pinguins através de mini-computadores instalados em ovos de plástico e, concluíram que a presença de turistas - que se aproximam com as suas máquinas de vídeo ou fotográficas - faz aumentar esse ritmo entre 50 a 60 %. Os tímidos pinguins afastam-se das pessoas, por vezes expondo os ovos a temperaturas fatais e o inesperado dispêndio de energia obriga-os a largar os ninhos e partir à procura de alimento, para recarregar as baterias.

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