sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Tartarugas Verdes e Tartarugas Marinhas


Tartarugas comuns e tartárugas-verdes partilham uma enseada na Costa do Yucatán onde, várias multinacionais hoteleiras têm comprado terrenos. Se não há dúvidas quanto ao objectivo das multinacionais - a construção de uma resma de hotéis à beira-mar, também não restam dúvidas de que o habitat das tartárugas será completamente destruído com o previsível afluxo de milhares de turistas ao local. A nota de despejo está feita. Resta saber como vão proceder as autoridades mexicanas.
Na Grécia o úmero de turistas que visitam Zakynthos, uma das ilhas jónicas, tem posto em risco as tartarugas marinhas que adoptaram há séculos a areia da baía de Laganas como maternidade. Os aviões que aterram no aeroporto de Zakynthos sobrevoam diariamente as colónias destes animais. Como se isso não bastasse, barcos a motor perseguem-nas, sem cessar, junto à costa. À noite, as desorientadas tartarugas recém-nascidas são atraídas pelas luzes dos bares e dos restaurantes da praia. Assim seguem na direcção errada e acabam por morrer atropeladas ou por exaustão.
A Comissão Europeia já anunciou um processo judicial contra o governo grego, devido à ausência de medidas eficazes e protecção.
Nome popular: Tartaruga Marinha
Nome Científico: Dermochelys coriácea
Distribuição geográfica: Águas mornas e temperadas ao longo do mundo.
Habitat natural: Águas mornas e temperadas ao longo do mundo.
Hábitos alimentares: A tartaruga marinha alimenta-se de moluscos, algas, crustáceos e carne.
Tamanho: Comprimento: pode atingir os 2 metros.
Peso: Pode chegar até 500 kg.
Tempo médio de vida: Cerca de 180 anos.
Estado de conservação da espécie: A poluição, as redes de pesca em que ficam presas e a
procura dos seus ovos pela cozinha asiática têm reduzido significativamente esta espécie.


rinoceronte asiático


Na Ásia, os órgãos e os excrementos dos rinocerontes são muito procurados e têm um elevado valor comercial, especialmente o corno, cujo pó se acredita possuidor de propriedades mágicas e medicinais. Este factor de raiz cultural, aliado à ocupação e degradação do seu habitat pelo ser humano, tem sido responsável pela quase extinção das três espécies existentes de rinocerontes asiáticos: o rinoceronte indiano (Rhinoceros unicornis), o rinoceronte de Java (Rhinoceros sondaicus) e o rinoceronte de Samatra (Dicerorhinus sumatrensis). O rinoceronte indiano possui um único corno, que mede entre 20 e 50 cm de comprimento. A sua pele apresenta pregas bem marcadas junto às zonas articulares, o que lhe confere um aspecto couraçado. Habita preferencialmente pastagens aluviais, no sub-continente indiano, mas a ocupação humana do seu habitat é, actualmente, tão marcante, que é frequentemente, visto a pastar em campos de cultivo. Está activo principalmente ao crepúsculo e durante a noite. É um animal solitário, que evita confrontos com indivíduos da mesma espécie e com o ser humano. No entanto, as fêmeas com crias muito jovens podem ser especialmente perigosas para este último, sendo registados, todos os anos, casos de pessoas mortas em ataques de rinocerontes.
Nome popular: Rinoceronte de Java
Nome Científico: Rhinoceros sondaicus
Distribuição geográfica: Sudoeste asiático: Indonésia e Vietname.
Habitat natural: Vive em florestas tropicais densas. Estes animais preferem zonas com muita
água e lama.
Hábitos alimentares: Alimentam-se de bagas, sementes, folhas e frutas.
Tamanho: Altura: 1,50 m – 1,70m.Comprimento: 2 m – 4 m.
Peso: de 900 kg até 1400 kg.
Tempo médio de vida: 35 anos.
Estado de conservação da espécie: Todas as espécies de rinocerontes se encontram ameaçadas de extinção, devido ao facto de serem muito pouco férteis – cada fêmea só tem uma cria de
dois em dois anos – e, portanto, muito vulneráveis à caça, para além de sofrerem pela destruição do seu habitat. Eles têm sido caçados intensivamente porque praticamente todas as suas partes são usadas na medicina tradicional. A parte mais valiosa é o corno, que tem sido
usado como afrodisíaco, para curar febres, para cabos de adagas, ou para preparar uma poção que supostamente permite detectar venenos. 

 
Nome popular: Rinoceronte negro
Nome Científico: Diceros bicornis
Distribuição geográfica: África do Sul, Quénia, Malawi, Namíbia, Suazilândia, Tanzânia e Zimbabué.
Habitat natural: pastagens, savanas e locais com abundância de arbustos.
Hábitos alimentares: é herbívoro. Come folhas de acácias e ervas. Desloca-se a grandes
distâncias para conseguir água.
Tamanho: O comprimento varia entre os 3 metros e os 3,80 metros. A altura situa-se entre
1,40 metros e 1,70 metros.
Peso: De 800 kg a 1350 kg
Tempo médio de vida: Cerca de 35 anos.
Estado de conservação das espécies: Todas as espécies de rinocerontes se encontram ameaçadas de extinção, devido ao facto de serem muito pouco férteis – cada fêmea só tem uma cria de 2
em 2 anos – e, portanto, muito vulneráveis à caça, para além de sofrerem pela destruição do seu habitat. Eles têm sido caçados intensivamente porque praticamente todas as suas partes são usadas na medicina tradicional. A parte mais valiosa é o corno, que tem sido usado como afrodisíaco, para curar febres, para cabos de adagas, ou para preparar uma poção que supostamente permite detectar venenos.

 

Urso Pardo


O urso pardo (Ursus arctos) tem sido confinado, pela pressão humana no seu habitat, a áreas cada vez mais restritas. Actualmente, apenas se encontram populações isoladas na Europa - em Espanha (montes Catábricos e Pirenéus), na Escandinávia, em Itália (Parque Nacional de Abruzzo) e nos Balcãs -, na Turquia, na Rússia (Sibéria) na América do Norte (Montanhas Rochosas, Alasca e Norte do Canadá), encontrando-se a sobrevivência destes animais robustos, curiosos, versáteis e desde sempre temidos pelo ser humano, dependente de medidas apertadas de conservação. Os ursos pardos permanecem em estado letárgico durante o Inverno, graças às reservas de gordura acumuladas no Verão e no Outono.
De Janeiro a Março nascem, geralmente, duas crias gémeas, ou seja, um pouco antes do início da Primavera, quando os alimentos são mais abundantes. Os ursos pardos atingem a maturidade entre os 4,5 e os 7 anos. No entanto, os machos só atingem o tamanho necessário para se tornarem reprodutores entre os 8 e os 10 anos de idade. A sua longevidade no habitat natural é de 20 a 25 anos.
Nome popular: Urso Pardo
Nome Científico: Ursus arctos
Distribuição geográfica: América do Norte, Ásia e Europa.
Habitat natural: São encontrados desde florestas densas a pradarias subalpinas e tundra árctica.
Hábitos alimentares: Omnívoro. Come mel, frutas, insectos, pequenos animais e peixes.
Raramente caça gamos, alces e outros animais.
Tamanho: Comprimento: 1 m até 2,80 metros.
Peso: de 80 kg até 600 kg.
Tempo médio de vida: 20 a 30 anos.
Estado de conservação da espécie: A espécie encontra-se ameaçada, entre outros factores, pela destruição do seu habitat natural e pela poluição.

Tigre de Amur


Em Primorskii, fronteira russa com a China e a Coreia do Norte, vive o maior tigre do mundo, o tigre de Amur. Mas só existem uns míseros 450 exemplares! Os caçadores furtivos e a destruição ambiental não perdoam: a floresta siberiana tornou-se tão esparsa que os animais estão isolados, a viver como que em pequenas ilhas. Os territórios de caça têm vindo a diminuir e as histórias de confrontos perigosos entre estes carnívoros, pessoas e animais domésticos, têm aumentado. As organizações de protecção da vida selvagem já começaram a trabalhar em colaboração com instituições governamentais e científicas russas, no sentido de proteger o tigre de Amur dos caçadores furtivos.
Nome popular: Tigre
Nome Científico: Panthera tigris
Distribuição geográfica: Índia, Manchúria, China e Indonésia. Podem ainda ser encontrados no
Afeganistão, Paquistão e Irão.
Habitat natural: O habitat original do tigre foi a Sibéria. Daí espalhou-se pelas estepes geladas, florestas húmidas e bosques.
Hábitos alimentares: Devido à vasta distribuição geográfica, a alimentação do tigre é muito
variada. Em geral devora cervos e outros herbívoros, mas quando estes faltam, pode alimentar-se de ursos, na Sibéria, e bovinos, na Índia e Indonésia.
Tamanho e Comprimento: de 1,42 m até 2,60 m. Mais cauda que pode atingir 1 m. Altura: 90cm a
100 cm.
Peso: de 130 kg até 320 kg.
Tempo médio de vida: O tempo médio de vida de um tigre é de 20 anos. Em geral, os machos vivem menos que as fêmeas.
Estado de conservação da espécie: A espécie encontra-se em perigo de extinção e actualmente
é uma espécie protegida.

urso panda


Quando se começou a falar do perigo de extinção de espécies animais, o urso panda foi o animal escolhido como símbolo dos amigos na Natureza. Pois é, estudos científicos recentes concluíram que o panda gigante continua condenado à extinção se permanecer confinado às reservas existentes. As populações actuais são muito pequenas para fazer face às catástrofes naturais, como os incêndios, que podem acabar facilmente com as plantações de bambu. Estes animais precisam de grandes áreas para poderem estabilizar e multiplicar-se e só há conhecimento de pouco mais de 1100 animais a viver no planalto do Tibete!
A tábua de salvação passa por se alargarem as reservas existentes e juntarem as populações. Especialistas confirmam que se o deixarmos sossegado com espaço suficiente, o panda trata bem do assunto, no que toca à sua descendência.
Nome popular: Panda Gigante
Nome Científico: Ailuropoda melanoleuca
Distribuição geográfica: Sul da China e Tibete.
Habitat natural: Florestas de bambu da região montanhosa da China, em altitudes de 1500 até 3000 metros.
Hábitos alimentares: Alimentam-se quase exclusivamente de folhas tenras e brotos de bambu.
Tamanho: até 1,50 m.
Peso: até 160 kg.
Tempo médio de vida: A média de vida dos Pandas é de 10 a 15 anos no seu habitat selvagem e
até 30 anos em cativeiro. Estado de conservação da espécie: A devastação das florestas asiáticas, a lenta reprodução do bambu (base alimentar do Panda), o excesso de burocracia, ineficiência e a caça voraz colocaram o panda sob sério risco de extinção. Dificultando ainda mais a preservação da espécie, a sua capacidade de procriar é mínima.

baleia glaciar



 
 
Poucos são os que sonham que o Oceano Atlântico alberga uma das espécies mais ameaçadas de extinção: a baleia glaciar (eubaleana glaciaris). Esta baleia flutua depois de morta e foi, por isso, a espécie mais procurada pelos baleeiros dos séculos XIX e XX. Ela foi dizimada de tal forma que um tratado internacional, em 1935, estabeleceu sua protecção. Apesar disso, a espécie luta actualmente pela sobrevivência. Calcula-se que não existam mais de mil destas baleias, que podem chegar aos 18metros e pesar 100 toneladas. Elas movem-se muito lentamente e vivem no meio das rotas marítimas mais movimentadas do Atlântico Norte. As redes e os cascos dos navios dizimam-nas. Mais de 90% das mortes não naturais ocorridas na espécie foi causado por colisões com navios.

pinguim da antartida



 
 
Durante séculos e séculos ninguém incomodou os pinguins da Antártida. A área é gigantesca, maior do que os Estados Unidos da América. E as temperaturas, muito baixas - 98 % do continente está coberto por gelo -, mantiveram os curiosos e os aventureiros longe da vista. Agora, o problema é outro: a indústria turística, que nestas paragens tem registado um crescimento anual de 600 %.
Existem cerca de 20 barcos que organizam cruzeiros regulares ao continente gelado. No início deste século foram mais de 14 mil turistas que visitaram esta região, pondo assim em risco a saúde de uma das espécies mais simpáticas do planeta, o pinguim.
Os cientistas estudaram o ritmo cardíaco dos pinguins através de mini-computadores instalados em ovos de plástico e, concluíram que a presença de turistas - que se aproximam com as suas máquinas de vídeo ou fotográficas - faz aumentar esse ritmo entre 50 a 60 %. Os tímidos pinguins afastam-se das pessoas, por vezes expondo os ovos a temperaturas fatais e o inesperado dispêndio de energia obriga-os a largar os ninhos e partir à procura de alimento, para recarregar as baterias.

Urso Polar
Phipps (1774) foi o primeiro a descrever este animal como sendo uma espécie distinta: Thalarctos maritimus (Phipps, 1774). Outros nomes genéricos foram depois propostos tais como Thalassarctos, Thalarctos e também Thalatarctos. Tendo como base factos relativos ao cruzamento de ursos-pardos com ursos-polares, em jardins zoológicos, foi estabelecido o nome Ursus (Thalarctos) maritimus para esta espécie. Mais tarde, devido a interpretações paleontológicas e evolutivas, foi proposto por Kurtén (1964), a integração de Phipps (1774), como a autoridade da espécie. Finalmente, o nome Ursus maritimus passou a ser utilizado até aos nossos dias, devido a promoção feita por Harrington (1966), Manning (1971) e Wilson (1976).
Acredita-se que os procionídeos e os ursídeos se ramificaram há cerca de 30 milhões de anos. O urso-de-óculos formou um ramo a parte em torno de 13 milhões de anos atrás. As seis espécies actuais do gênero Ursus se originaram há estimados 6 milhões de anos. O urso-pardo e o urso-polar divergiram de um ancestral comum há cerca de 2 milhões de anos e o cruzamento entre as duas espécies gera descendentes férteis. A perda de dentes molares típicos do urso-pardo se deu há 10 ou 20 mil anos. O fato de gerar híbridos férteis pode levar à conclusão que o urso-polar é uma subespécie do urso-pardo
O urso-polar (Ursus maritimus), também conhecido como urso-branco, é um mamífero membro da família dos Ursídeos, típico e nativo do Ártico e actualmente o maior carnívoro terrestre conhecido. Apesar de classificado entre os carnívoros, o urso é um animal omnívoro.
Fáceis de tratar, são um dos animais mais populares nos jardins zoológicos. O rei Ptolomeu II do Egipto (285-246 a.C.) tinha um exemplar em seu zoológico, em Alexandria. O primeiro zoológico americano, inaugurado na Filadélfia em 1859 tinha um urso-polar como uma de suas atracções.
Classificação
Phipps (1774) foi o primeiro a descrever este animal como sendo uma espécie distinta: Thalarctos maritimus (Phipps, 1774). Outros nomes genéricos foram depois propostos tais como Thalassarctos, Thalarctos e também Thalatarctos. Tendo como base factos relativos ao cruzamento de ursos-pardos com ursos-polares, em jardins zoológicos, foi estabelecido o nome Ursus (Thalarctos) maritimus para esta espécie. Mais tarde, devido a interpretações paleontológicas e evolutivas, foi proposto por Kurtén (1964), a integração de Phipps (1774), como a autoridade da espécie. Finalmente, o nome Ursus maritimus passou a ser utilizado até aos nossos dias, devido a promoção feita por Harrington (1966), Manning (1971) e Wilson (1976) .
Acredita-se que os procionídeos e os ursídeos se ramificaram há cerca de 30 milhões de anos. O urso-de-óculos formou um ramo a parte em torno de 13 milhões de anos atrás. As seis espécies actuais do gênero Ursus se originaram há estimados 6 milhões de anos. O urso-pardo e o urso-polar divergiram de um ancestral comum há cerca de 2 milhões de anos e o cruzamento entre as duas espécies gera descendentes férteis. A perda de dentes molares típicos do urso-pardo se deu há 10 ou 20 mil anos. O fato de gerar híbridos férteis pode levar à conclusão que o urso-polar é uma subespécie do urso-pardo.
A maioria dos cientistas não reconhece subespécies de urso-polar. O IUCN/SSC Polar Bear Specialist Group (PBSG) contabiliza 20 grupos populacionais, enquanto outros cientistas apontam os seis grupos abaixo:
  • Mar de Chukchi, Ilha de Wrangel Island e Alaska ocidental.
  • Mar de Beaufort
  • Arquipélago Ártico Canadense
  • Groenlândia
  • Terra de Spitzbergen-Franz Josef
  • Sibéria
  • Algumas fontes citam estas duas subespécies:
  • Ursus maritimus maritimus
  • Ursus maritimus marinus
Aparência
O urso-polar está presente no brasão de armas da Gronelândia. Ele representa a fauna do país. Os machos desta espécie têm cerca de 600 kg, mas podem atingir 800 kg e medem até 2,60 m. As fêmeas são em média bem menores, com 200 a 300 kg de massa e 2,10 m de comprimento. Ao nascer o filhote tem 0,6 a 0,7 kg. A camada de gordura subcutânea pode chegar a uma espessura de 15 cm.
Todo o seu corpo é adaptado para melhor desempenho na água e para o frio. Tanto as orelhas quantos os olhos são pequenos e arredondados. As patas dianteiras são largas para facilitar o nado e o mergulho e as patas posteriores têm 5 dedos. O crânio e o pescoço são alongados. Não há boça sobre os ombros. Todas essas adaptações proporcionam-lhes um maior hidrodinamismo que facilita a natação. A pele e o focinho são pretos. As solas dos pés têm papilas e vacúolos que auxiliam a caminhada sobre o gelo.
A pelagem dos ursos-polares é branca e cobre todo o corpo, inclusive a planta das patas, como isolamento do frio. É composta por uma densa camada de sub-pelo (cerca de 5 cm de comprimento) e uma camada de pêlos externos (15 cm). O fio individual é esbranquiçado e oco, mas não apresenta propriedades de fibra óptica, como afirma uma lenda urbana. No verão a pelagem se torna amarelada, talvez devido à oxidação produzida pelo sol. Ao contrário dos demais mamíferos árcticos, os ursos-polares não sofrem processo de muda sazonal. Os pêlos nas solas das patas são duros e proporcionam excelente isolamento térmico e tracção sobre a neve. O isolamento térmico proporcionado pela pelagem geral é tão eficiente que torna o animal praticamente invisível a detectores infravermelhos. Acima de 10°C, contudo, isto pode levar ao sobre-aquecimento do animal. Outra característica de sua pelagem é não reflectir a luz ultravioleta.
Alguns animais cativos, expostos a climas quentes e húmidos, desenvolvem uma cor verde graças a algas que crescem em seus pêlos ocos. Tais algas não são nocivas ao animal e são eliminadas com banhos de água oxigenada ou sal.
Distribuição
Uma fêmea e um filhote em Svalbard, território da Noruega.O urso-polar é um animal do hemisfério norte que habita o círculo polar ártico. Ele pode ser encontrado no Alasca, no Canadá, na Groenlândia, na Rússia e no arquipélago norueguês de Svalbard. O habitat natural do animal é a camada fina de gelo, onde lhe é possível caçar focas. Ele é perfeitamente apto à vida no gelo, sendo encontrado durante o inverno nos mares congelados de Chukchi e Beaufort ao norte do Alasca, mares Siberiano Oriental, de Laptev e de Kara na Rússia e no mar de Barents ao norte da Europa. São comuns também na porção norte do mar da Groenlândia, na baía de Baffin e em todo o arquipélago Ártico Canadense. Apesar de seus números diminuírem a partir do paralelo 88°, os ursos-polares podem ser encontrados virtualmente em todo o Ártico.
 
Ursos Polares Pequenos
Hábitos
Dois ursos-polares se enfrentando. As lutas geralmente são encenadas. Esta espécie concentra-se junto à costa uma vez que depende das águas para encontrar as suas presas. Os ursos-polares são excelentes nadadores e podem percorrer até 80 km sem descanso. Alguns animais migram desta forma do Norte para o Sul seguindo as margens das geleiras mas podem deslocar-se também por terra firme. O urso-polar é um animal de hábitos diurnos e carácter solitário, que não forma outros laços familiares que não entre fêmeas e suas crias.
Os machos adultos, como todos os outros ursos, podem atacar e matar filhotes. As fêmeas os defendem mesmo um macho medindo em média o dobro de seu tamanho. Aos seis meses de idade, um filhote é capaz de fugir correndo de um adulto.
Os territórios, muitas vezes enormes, não são defendidos. Apesar de não serem sociais, os ursos são capazes, contudo, de dividir uma carcaça de baleia sem maiores conflitos.
Devido à abundância de comida mesmo durante o inverno, o urso-polar não hiberna no sentido estrito da palavra. Ele entra em um estado de dormência, no qual sua temperatura corpórea não cai, passando a subsistir de suas reservas de gordura corporal.
 
Os ursos-polares são animais muito preocupados com a própria higiene. Após cada refeição, eles dedicam cerca de 15 minutos para eliminar a sujeira. Para se limpar eles usam as patas, a língua, água ou neve. Isto se deve ao fato de que a sujeira interfere com a capacidade de isolamento térmico da pelagem.
Reprodução
Uma mãe e seus dois filhotes.Os ursos-polares acasalam entre os meses de março e junho, com implantação diferida dos óvulos fecundados, de modo que o período de gestação se torna muito longo, entre 200 a 265 dias, variando de acordo com as condições ambientais.
As crias nascem entre novembro e janeiro, no abrigo invernal construído pela fêmea, e não se separam da mãe até completarem dois anos de idade. Nascem cegas e pesando muito pouco em relação ao peso adulto, sendo um dos filhotes menos desenvolvidos dos mamíferos eutérios.
As fêmeas têm quatro mamas funcionais ao passo que as outras ursas apresentam seis. Podem gerar até quatro filhotes por gestação, ainda que a média seja de duas crias.
As fêmeas estão aptas à reprodução uma vez a cada três anos, sendo um dos mamíferos com menor capacidade reprodutiva. É esperado que a ursa-polar tenha apenas cinco ninhadas em sua vida.
Atingem a maturidade sexual entre os 5 e 6 anos e em condições naturais, vivem em média de 15 a 18 anos. Alguns animais selvagens marcados tinham um pouco mais de 30 anos. Um espécime do zoo de Londres morreu aos 41 anos.
Filhotes de urso-polar.
Dieta
De todos os ursos, o urso-polar é o que mais restritamente carnívoro. A dentição lembra mais a de carnívoros aquáticos do que outros ursos. Sua principal presa é a foca (em especial a foca-anelada), a qual tenta capturar quando estas emergem em buracos no gelo para respirar. Sua taxa de sucesso, contudo, é baixa. Só 5% das tentativas são exitosas. Um urso experiente captura uma foca a cada cinco dias, o que lhe proporciona energia suficiente por 11 dias. Além do método de tocaia, o urso-polar emprega também o método de perseguição para caçar, aproximando muito lentamente da vítima e disparando nos 15 m finais, a uma velocidade de até 55 km/h.
Um urso busca comida em uma praia rochosa. Alimenta-se também de aves, roedores, moluscos, caranguejos, morsas e belugas. Ocasionalmente caça bois-almiscarados e até mesmo, ainda que raro, outro urso-polar.
Oportunista, a espécie pode comer carniça (como baleias encalhadas) e matéria vegetal, como raízes e bagas no final do verão. No depósito de lixo em Churchill, Manitoba, foram observados comendo, entre outras coisas, graxa e óleo de motor.
O urso-polar é um nadador e um corredor capaz, o que o torna um caçador eficiente tanto na água quanto na terra firme.
Esta espécie é extremamente perigosa para o homem, que encara como presa, especialmente se não houver abundância dos seus alimentos habituais. Na Ilha de Baffin, por exemplo, os geólogos fazem trabalho de campo armados de caçadeiras como medida de protecção contra os ursos-polares.
Ao contrário da crença disseminada, nunca foi observado que o urso-polar, em busca da camuflagem perfeita, esconda o focinho quando está caçando.
Conservação
Ursos inspeccionam um veículo em Churchill (Manitoba).O urso-polar é citado pela CITES sob baixo risco de extinção. Contudo alguns factores podem mudar esta situação para pior.
O encolhimento das camadas de gelo e o prolongamento do verão vêm obrigando os ursos-polares a buscar comida em lugares habitados, colocando a espécie em conflito com o homem. Em 2005, testemunhas afirmaram ter visto um total de cerca de 40 ursos nadando centenas de quilômetros em busca de alguma camada de gelo flutuante à qual pudessem subir. Viram-se pelo menos quatro corpos de ursos flutuando até 260 km de distância do gelo ou terra firme.
Os povos indígenas do Ártico caçam o urso por sua gordura e pele. O Canadá permite a estrangeiros caçar, desde que guiados por um inuit em seus trenós de cães. Apesar de florescente no século passado, esse tipo de actividade mostra-se estar em declínio actualmente. O interesse por tapetes de urso diminuiu, assim como seus preços. Uma pele que era vendida por 3.000 dólares atinge hoje o preço máximo de 500 dólares.
Actividades humanas como exploração de gás e petróleo, turismo, pesquisa científica e esportes na neve perturbam o animal em seu ambiente.
Poluição ambiental é outra ameaça. Estando no topo da cadeia alimentar, o urso-polar concentra substâncias tóxicas em seu organismo. A quantidade de metais pesados e hidrocarbonos clorados tem se mostrado em curva ascendente em amostras de tecidos.
Derramamentos de óleo também afectam os ursos-polares. O óleo é altamente tóxico e de lenta decomposição, sendo ingerido pelo animal quando este se alimenta ou executa seu asseio.
A população actual de ursos polares é estimada entre 22 000 e 27 000 indivíduos, 60% dos quais vivendo no Norte do Canadá

Elefante Africano

Nome popular: Elefante
Nome Científico: Loxodonta africana(Elefante africano da savana);Loxodonta cyclotis (Elefante africano da floresta).
Distribuição geográfica: África subsariana 
Habitat natural: Savanas e florestas tropicais.
Hábitos alimentares: é herbívoro. Alimenta-se de cerca de 300 kg diários de vegetais. O elefante ingere cerca de 200 litros de água por dia e desloca-se de acordo com a abundância ou escassez de alimento.
Tamanho: 7 ou 8 metros decomprimento e 4 metros de altura.
Peso: em média 7500 kg.
Período de gestação: 22 meses.
Número de crias: 1
Tempo médio de vida: 70 anos.
Estado de conservação da espécie: A caça de elefantes, causada principalmente pelo seu marfim – muito apreciado na China e na Índia, reduziu significativamente as populações de elefantes africanos. Actualmente, o elefante africano está em vias de extinção e têm-se tomado medidas para proteger esta espécie.

gorila


Nome popular: Gorila da Montanha
Nome Científico: Gorilla gorilla beringei
Distribuição geográfica: Este do Zaire, Ruanda, Uganda, a altitudes entre os 1600 m e os 4000 m.
Habitat natural: Florestas tropicais secundárias.
Hábitos alimentares: Os gorilas são animais predominantemente herbívoros, alimentando-se de folhas e rebentos.
Tamanho: Macho: média de altura de 1,70 metros; Fêmea: média de altura de 1,50 metros.
Peso: Macho: 160 kg; Fêmea: 90 kg (em liberdade).
Período de gestação: 250-270 dias
Número de crias: 1, gémeos raros
Tempo médio de vida: 35 anos
Estado de conservação da espécie: Esta espécie encontra-se em perigo de extinção, devido à caça e à destruição do seu habitat natural.

Animais em Extinção




A vida começou no nosso Planeta a 3,500 milhões de anos. As primeiras coisas vivas 
encontraram-se no mar e durante milhões de anos, destas formas de vida uma variedade enorme e rica de animais descenderam. Durante o processo que nós chamamos evolução, os animais tem-se adaptando viver em todas as partes do mundo, as vezes em ambientes muito hostis.

O reino animal é enorme e nos não sabemos de certo quantas espécies há no mundo. Por volta de 1,5 milhões de espécies de animais tem sido descritas por cientistas. O mais numeroso animal grande no Planeta Terra é Homo Sapiens O Humano. O homem moderno apareceu a 30 000 anos e tem dominado o Planeta. No hemisfério norte a população humana tem crescido e nos Países de terceiro mundo aumentado. Assim mais e mais lugares selvagens tem sido dominados, causando os animais e plantas a escassear.

Nestas páginas encontra uma breve descrição de animais em extinção e uma página sobre Biodiversidade com um vídeo de desenhos animados com caricatura do tema com extrema importância.

Os objetivos para acabar com a extinção no Brasil



• contribuir para a manutenção da diversidade biológica e dos recursos genéticos no território e nas águas ;
• proteger as espécies ameaçadas de extinção no âmbito regional e nacional;
• contribuir para a preservação e a restauração da diversidade de ecossistemas naturais;
• promover o desenvolvimento sustentável a partir dos recursos naturais;
• promover a utilização dos princípios e práticas de conservação da natureza no processo de desenvolvimento;
• proteger paisagens naturais e pouco alteradas de notável beleza cênica;
• proteger as características de natureza geológica, geomorfológica, espeleológica, paleontológica e cultural;
• proteger e recuperar recursos hídricos e edáficos;
• recuperar ou restaurar ecossistemas degradados;
• proporcionar meios e incentivos para atividades de pesquisa científica, estudos e monitoramento ambiental;
• valorizar econômica e socialmente a diversidade biológica;
• favorecer condições e promover a educação e interpretação ambiental, a recreação em contacto com a natureza e o turismo ecológico;
• proteger os recursos naturais necessários à subsistência de populações tradicionais, respeitando e valorizando seu conhecimento e sua cultura e promovendo-as social e economicamente.