sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Tartarugas Verdes e Tartarugas Marinhas


Tartarugas comuns e tartárugas-verdes partilham uma enseada na Costa do Yucatán onde, várias multinacionais hoteleiras têm comprado terrenos. Se não há dúvidas quanto ao objectivo das multinacionais - a construção de uma resma de hotéis à beira-mar, também não restam dúvidas de que o habitat das tartárugas será completamente destruído com o previsível afluxo de milhares de turistas ao local. A nota de despejo está feita. Resta saber como vão proceder as autoridades mexicanas.
Na Grécia o úmero de turistas que visitam Zakynthos, uma das ilhas jónicas, tem posto em risco as tartarugas marinhas que adoptaram há séculos a areia da baía de Laganas como maternidade. Os aviões que aterram no aeroporto de Zakynthos sobrevoam diariamente as colónias destes animais. Como se isso não bastasse, barcos a motor perseguem-nas, sem cessar, junto à costa. À noite, as desorientadas tartarugas recém-nascidas são atraídas pelas luzes dos bares e dos restaurantes da praia. Assim seguem na direcção errada e acabam por morrer atropeladas ou por exaustão.
A Comissão Europeia já anunciou um processo judicial contra o governo grego, devido à ausência de medidas eficazes e protecção.
Nome popular: Tartaruga Marinha
Nome Científico: Dermochelys coriácea
Distribuição geográfica: Águas mornas e temperadas ao longo do mundo.
Habitat natural: Águas mornas e temperadas ao longo do mundo.
Hábitos alimentares: A tartaruga marinha alimenta-se de moluscos, algas, crustáceos e carne.
Tamanho: Comprimento: pode atingir os 2 metros.
Peso: Pode chegar até 500 kg.
Tempo médio de vida: Cerca de 180 anos.
Estado de conservação da espécie: A poluição, as redes de pesca em que ficam presas e a
procura dos seus ovos pela cozinha asiática têm reduzido significativamente esta espécie.


rinoceronte asiático


Na Ásia, os órgãos e os excrementos dos rinocerontes são muito procurados e têm um elevado valor comercial, especialmente o corno, cujo pó se acredita possuidor de propriedades mágicas e medicinais. Este factor de raiz cultural, aliado à ocupação e degradação do seu habitat pelo ser humano, tem sido responsável pela quase extinção das três espécies existentes de rinocerontes asiáticos: o rinoceronte indiano (Rhinoceros unicornis), o rinoceronte de Java (Rhinoceros sondaicus) e o rinoceronte de Samatra (Dicerorhinus sumatrensis). O rinoceronte indiano possui um único corno, que mede entre 20 e 50 cm de comprimento. A sua pele apresenta pregas bem marcadas junto às zonas articulares, o que lhe confere um aspecto couraçado. Habita preferencialmente pastagens aluviais, no sub-continente indiano, mas a ocupação humana do seu habitat é, actualmente, tão marcante, que é frequentemente, visto a pastar em campos de cultivo. Está activo principalmente ao crepúsculo e durante a noite. É um animal solitário, que evita confrontos com indivíduos da mesma espécie e com o ser humano. No entanto, as fêmeas com crias muito jovens podem ser especialmente perigosas para este último, sendo registados, todos os anos, casos de pessoas mortas em ataques de rinocerontes.
Nome popular: Rinoceronte de Java
Nome Científico: Rhinoceros sondaicus
Distribuição geográfica: Sudoeste asiático: Indonésia e Vietname.
Habitat natural: Vive em florestas tropicais densas. Estes animais preferem zonas com muita
água e lama.
Hábitos alimentares: Alimentam-se de bagas, sementes, folhas e frutas.
Tamanho: Altura: 1,50 m – 1,70m.Comprimento: 2 m – 4 m.
Peso: de 900 kg até 1400 kg.
Tempo médio de vida: 35 anos.
Estado de conservação da espécie: Todas as espécies de rinocerontes se encontram ameaçadas de extinção, devido ao facto de serem muito pouco férteis – cada fêmea só tem uma cria de
dois em dois anos – e, portanto, muito vulneráveis à caça, para além de sofrerem pela destruição do seu habitat. Eles têm sido caçados intensivamente porque praticamente todas as suas partes são usadas na medicina tradicional. A parte mais valiosa é o corno, que tem sido
usado como afrodisíaco, para curar febres, para cabos de adagas, ou para preparar uma poção que supostamente permite detectar venenos. 

 
Nome popular: Rinoceronte negro
Nome Científico: Diceros bicornis
Distribuição geográfica: África do Sul, Quénia, Malawi, Namíbia, Suazilândia, Tanzânia e Zimbabué.
Habitat natural: pastagens, savanas e locais com abundância de arbustos.
Hábitos alimentares: é herbívoro. Come folhas de acácias e ervas. Desloca-se a grandes
distâncias para conseguir água.
Tamanho: O comprimento varia entre os 3 metros e os 3,80 metros. A altura situa-se entre
1,40 metros e 1,70 metros.
Peso: De 800 kg a 1350 kg
Tempo médio de vida: Cerca de 35 anos.
Estado de conservação das espécies: Todas as espécies de rinocerontes se encontram ameaçadas de extinção, devido ao facto de serem muito pouco férteis – cada fêmea só tem uma cria de 2
em 2 anos – e, portanto, muito vulneráveis à caça, para além de sofrerem pela destruição do seu habitat. Eles têm sido caçados intensivamente porque praticamente todas as suas partes são usadas na medicina tradicional. A parte mais valiosa é o corno, que tem sido usado como afrodisíaco, para curar febres, para cabos de adagas, ou para preparar uma poção que supostamente permite detectar venenos.

 

Urso Pardo


O urso pardo (Ursus arctos) tem sido confinado, pela pressão humana no seu habitat, a áreas cada vez mais restritas. Actualmente, apenas se encontram populações isoladas na Europa - em Espanha (montes Catábricos e Pirenéus), na Escandinávia, em Itália (Parque Nacional de Abruzzo) e nos Balcãs -, na Turquia, na Rússia (Sibéria) na América do Norte (Montanhas Rochosas, Alasca e Norte do Canadá), encontrando-se a sobrevivência destes animais robustos, curiosos, versáteis e desde sempre temidos pelo ser humano, dependente de medidas apertadas de conservação. Os ursos pardos permanecem em estado letárgico durante o Inverno, graças às reservas de gordura acumuladas no Verão e no Outono.
De Janeiro a Março nascem, geralmente, duas crias gémeas, ou seja, um pouco antes do início da Primavera, quando os alimentos são mais abundantes. Os ursos pardos atingem a maturidade entre os 4,5 e os 7 anos. No entanto, os machos só atingem o tamanho necessário para se tornarem reprodutores entre os 8 e os 10 anos de idade. A sua longevidade no habitat natural é de 20 a 25 anos.
Nome popular: Urso Pardo
Nome Científico: Ursus arctos
Distribuição geográfica: América do Norte, Ásia e Europa.
Habitat natural: São encontrados desde florestas densas a pradarias subalpinas e tundra árctica.
Hábitos alimentares: Omnívoro. Come mel, frutas, insectos, pequenos animais e peixes.
Raramente caça gamos, alces e outros animais.
Tamanho: Comprimento: 1 m até 2,80 metros.
Peso: de 80 kg até 600 kg.
Tempo médio de vida: 20 a 30 anos.
Estado de conservação da espécie: A espécie encontra-se ameaçada, entre outros factores, pela destruição do seu habitat natural e pela poluição.

Tigre de Amur


Em Primorskii, fronteira russa com a China e a Coreia do Norte, vive o maior tigre do mundo, o tigre de Amur. Mas só existem uns míseros 450 exemplares! Os caçadores furtivos e a destruição ambiental não perdoam: a floresta siberiana tornou-se tão esparsa que os animais estão isolados, a viver como que em pequenas ilhas. Os territórios de caça têm vindo a diminuir e as histórias de confrontos perigosos entre estes carnívoros, pessoas e animais domésticos, têm aumentado. As organizações de protecção da vida selvagem já começaram a trabalhar em colaboração com instituições governamentais e científicas russas, no sentido de proteger o tigre de Amur dos caçadores furtivos.
Nome popular: Tigre
Nome Científico: Panthera tigris
Distribuição geográfica: Índia, Manchúria, China e Indonésia. Podem ainda ser encontrados no
Afeganistão, Paquistão e Irão.
Habitat natural: O habitat original do tigre foi a Sibéria. Daí espalhou-se pelas estepes geladas, florestas húmidas e bosques.
Hábitos alimentares: Devido à vasta distribuição geográfica, a alimentação do tigre é muito
variada. Em geral devora cervos e outros herbívoros, mas quando estes faltam, pode alimentar-se de ursos, na Sibéria, e bovinos, na Índia e Indonésia.
Tamanho e Comprimento: de 1,42 m até 2,60 m. Mais cauda que pode atingir 1 m. Altura: 90cm a
100 cm.
Peso: de 130 kg até 320 kg.
Tempo médio de vida: O tempo médio de vida de um tigre é de 20 anos. Em geral, os machos vivem menos que as fêmeas.
Estado de conservação da espécie: A espécie encontra-se em perigo de extinção e actualmente
é uma espécie protegida.

urso panda


Quando se começou a falar do perigo de extinção de espécies animais, o urso panda foi o animal escolhido como símbolo dos amigos na Natureza. Pois é, estudos científicos recentes concluíram que o panda gigante continua condenado à extinção se permanecer confinado às reservas existentes. As populações actuais são muito pequenas para fazer face às catástrofes naturais, como os incêndios, que podem acabar facilmente com as plantações de bambu. Estes animais precisam de grandes áreas para poderem estabilizar e multiplicar-se e só há conhecimento de pouco mais de 1100 animais a viver no planalto do Tibete!
A tábua de salvação passa por se alargarem as reservas existentes e juntarem as populações. Especialistas confirmam que se o deixarmos sossegado com espaço suficiente, o panda trata bem do assunto, no que toca à sua descendência.
Nome popular: Panda Gigante
Nome Científico: Ailuropoda melanoleuca
Distribuição geográfica: Sul da China e Tibete.
Habitat natural: Florestas de bambu da região montanhosa da China, em altitudes de 1500 até 3000 metros.
Hábitos alimentares: Alimentam-se quase exclusivamente de folhas tenras e brotos de bambu.
Tamanho: até 1,50 m.
Peso: até 160 kg.
Tempo médio de vida: A média de vida dos Pandas é de 10 a 15 anos no seu habitat selvagem e
até 30 anos em cativeiro. Estado de conservação da espécie: A devastação das florestas asiáticas, a lenta reprodução do bambu (base alimentar do Panda), o excesso de burocracia, ineficiência e a caça voraz colocaram o panda sob sério risco de extinção. Dificultando ainda mais a preservação da espécie, a sua capacidade de procriar é mínima.

baleia glaciar



 
 
Poucos são os que sonham que o Oceano Atlântico alberga uma das espécies mais ameaçadas de extinção: a baleia glaciar (eubaleana glaciaris). Esta baleia flutua depois de morta e foi, por isso, a espécie mais procurada pelos baleeiros dos séculos XIX e XX. Ela foi dizimada de tal forma que um tratado internacional, em 1935, estabeleceu sua protecção. Apesar disso, a espécie luta actualmente pela sobrevivência. Calcula-se que não existam mais de mil destas baleias, que podem chegar aos 18metros e pesar 100 toneladas. Elas movem-se muito lentamente e vivem no meio das rotas marítimas mais movimentadas do Atlântico Norte. As redes e os cascos dos navios dizimam-nas. Mais de 90% das mortes não naturais ocorridas na espécie foi causado por colisões com navios.

pinguim da antartida



 
 
Durante séculos e séculos ninguém incomodou os pinguins da Antártida. A área é gigantesca, maior do que os Estados Unidos da América. E as temperaturas, muito baixas - 98 % do continente está coberto por gelo -, mantiveram os curiosos e os aventureiros longe da vista. Agora, o problema é outro: a indústria turística, que nestas paragens tem registado um crescimento anual de 600 %.
Existem cerca de 20 barcos que organizam cruzeiros regulares ao continente gelado. No início deste século foram mais de 14 mil turistas que visitaram esta região, pondo assim em risco a saúde de uma das espécies mais simpáticas do planeta, o pinguim.
Os cientistas estudaram o ritmo cardíaco dos pinguins através de mini-computadores instalados em ovos de plástico e, concluíram que a presença de turistas - que se aproximam com as suas máquinas de vídeo ou fotográficas - faz aumentar esse ritmo entre 50 a 60 %. Os tímidos pinguins afastam-se das pessoas, por vezes expondo os ovos a temperaturas fatais e o inesperado dispêndio de energia obriga-os a largar os ninhos e partir à procura de alimento, para recarregar as baterias.